8 destinos do Litoral Sul de Santa Catarina

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Farol de Santa Marta

A estrada de chão que leva ao Farol de Santa Marta, em Laguna, parece cercada por um deserto. Se você parar em um deque de madeira no caminho, pode ler informações sobre o sítio arqueológico que há ali, composto por grandes montes de conchas erguidos por populações pré-históricas que habitavam o local. Os sambaquis serviam de cemitério há mais de 3 mil anos.

O cenário muda à medida que subimos no morro onde está o farol. É preciso deixar o carro e fazer uma caminhada de menos de cinco minutos — e vale a pena, pois a vista é deslumbrante. Construído por franceses em 1891, misturando pedra, concha, areia, barro e óleo de baleia, o farol é considerado o maior das Américas e o terceiro maior do mundo em alcance de foco de luz. Descendo o morro, há a Prainha do Farol.

– A praia: com farol imponente, é uma praia bonita.
– Hospedagem: há várias pousadas.
– Gastronomia: restaurantes e lancherias.
– Acesso: fica a 27 quilômetros da BR-101, pelo acesso de Jaguaruna. Os últimos três quilômetros são de chão batido. Voltamos de balsa ao centro de Laguna.
– Trilha:Luz do Sol, Caetano Veloso.

Barra de Ibiraquera

Barra de Ibiraquera
Barra de Ibiraquera

Localizada em Imbituba, a Lagoa de Ibiraquera alcança a praia e a façanha de ser mais popular do que o próprio mar.

Eu mesma atesto a dificuldade em resistir àquelas águas calmas e quase quentinhas, onde dá para ver pequenos peixes nadando e até alguns siris. Perto do mar, dificilmente a água chegava à cintura — pelo menos no dia em que visitamos. É possível alugar caiaque e pranchas de stand up paddle (custavam R$ 20 os individuais) e ter uma tarde bem família.

Lá conversei com o porto-alegrense Alessandro Machado Braga, 35 anos, que certo dia foi veranear na Barra de Ibiraquera e foi ficando — isso há quase 20 anos. Agora, diz que “deusmelivre” voltar. Para amantes de esportes radicais, tem uma empresa que faz saltos de paraquedas na cidade.

– A praia: não deixa de ser bonita, mas é reta e extensa. O sucesso mesmo está na lagoa.
– Hospedagem: tem pousadas.
– Gastronomia: há restaurantes.
– Acesso: cinco quilômetros da BR-101, metade em estrada de chão em boas condições.
– Trilha sonora:Deixa a Vida me Levar, Zeca Pagodinho

Praia do Rosa

Praia do Rosa
Praia do Rosa

Em 2015, o jornal britânico The Guardian colocou o Rosa entre as 10 melhores praias “que você provavelmente nunca ouviu falar”. Para os gringos, até pode ser, mas aqui no Sul ela já desponta como “top” há tempos.

Fomos primeiro ao Rosa Norte — e quantas vezes não prometi, ao som de Armandinho, que fugiria para lá?! Para chegar à praia, descemos uma escada de madeira no meio do mato. No fim dela, é difícil não se deslumbrar com aquele marzão com um tom vibrante. Os morros cobertos de árvores ao redor completam o cenário.

O Rosa Sul fica ali do lado, com acesso pela areia mesmo, mas a vibe consegue ser totalmente diferente. A primeira se mantém isolada (dentro do possível), e a outra tem gente dançando com música alta na areia e restaurantes na beira do mar. Elas têm em comum o transtorno para quem vai de carro — enfrentamos congestionamento para acessar o Rosa Norte e, no Rosa Sul, tem estacionamento que chega a R$ 50.

– A praia: é difícil até de descrever a cor do mar, muito frequentado por surfistas. A natureza ao redor também é de qualidade.
– Hospedagem: tem muitas pousadas.
– Gastronomia: tem variedade de restaurantes, dois deles na beira do mar.
– Acesso: menos de 10 km da BR-101, em boas condições.
– Trilha sonora:Rosa Norte, Armandinho.

Praia da Ferrugem

Praia da Ferrugem
Praia da Ferrugem

Antes de mais nada, é preciso dizer que este tópico pode não ser imparcial. É que eu elegi a Ferrugem como praia favorita há quase 10 anos. A sensação que tive ao ver aquele mar azul pela primeira vez e ao passear por aquele centrinho com jeito havaiano permanece na minha memória afetiva. Até os acessos me encantam, com passarelas no meio da vegetação.

No canto ao norte da Ferrugem, está o ponto de encontro da gurizada, junto a um bar que tem cara de praia, sabe?! Ao sul, há rochas onde se forma uma pequena piscina natural. Dá para fazer bons registros daquela água turquesa, com as ondas violentas batendo contra a rocha — sucesso garantido no Instagram. A Ferrugem, que pertence a Garopaba, é muito frequentada por surfistas.

– A praia: é limitada por rochas ao norte e ao sul, e o mar, bem azul, tem muitas ondas.
– Hospedagem: tem boa quantidade de pousadas.
– Gastronomia: tem lancherias e restaurantes, não com a mesma variedade do centro de Garopaba.
– Acesso: fica a 17 quilômetros da BR-101, com estradas em boas condições.
– Trilha sonora:Upside Down, Jack Johnson.

Garopaba

Garopaba
Garopaba

É o tipo de praia que agradaria a uma excursão de gregos e troianos. Além de uma enseada charmosa e do marzão azul, tem boa variedade de hotéis e pousadas, comércio e restaurantes — com pizza, panqueca, frutos do mar, sushi… Vi até um lugar que serve comida peruana.

O calçadão é bem iluminado, o que convida os veranistas a ficarem perto do mar mesmo de noite. Com o luar e a brisa trazida pelo mar, tudo fica mais romântico. Da praia, dá para ver ainda a Igreja Matriz São Joaquim, construída sobre uma rocha há mais de 150 anos.

A única coisa que não encontrei foi ducha na beira do mar — nisso, e pelo menos nisso, boa parte das praias catarinenses perde para as nossas. Ao sul da praia de Garopaba, fica a praia do Silveira, que é divulgada como ideal para o surf — é um pouco perigosa para banho.

– A praia: apesar de badalada, Garopaba mantém um charme de vila de pescadores.
– Hospedagem: tem hoteis e muitas pousadas.
– Gastronomia: muita variedade.
– Acesso: 15 quilômetros da BR-101, em estrada pavimentada.
– Trilha sonora:Fly me to the Moon, Frank Sinatra.

Praia do Siriú

Praia do Siriú
Praia do Siriú

Entre Garopaba e a Ponta da Gamboa, fica a praia do Siriú. Ela tem um mar bem limpo e cara de interior, mas encontramos mais atrações pelo caminho do que ao chegar à praia. Uma parada interessante é nas dunas gigantes e íngremes, ao lado da estrada. Uma escada com 106 degraus leva até a parte de cima, e é possível alugar pranchas de sandboard por R$ 15 para deslizar na areia.

Pegamos ainda uma estrada de chão à esquerda, por vezes ingrata, para conhecer a Cachoeira do Macacu, onde cobram R$ 15 a entrada. Ela é pequena, mas o legal é que a estrutura inclui tirolesa para se atirar na água.

Voltamos ao caminho para a praia do Siriú e, um pouco antes de chegar, passamos no Cachoeira Bar Siriú, que cobra entrada de R$ 5. Trata-se de um pequeno restaurante com vista para o riacho. Outra opção para quem está cansado de água salgada é se banhar junto à pequena cachoeira.

– A praia: mar é bonito e foge da agitação de Garopaba.
– Hospedagem: tem algumas pousadas.
– Gastronomia: número limitado de restaurantes.
– Acesso: 9 quilômetros do centro de Garopaba. Há uns 3 quilômetros de estrada de chão batido.
– Trilha sonora:Blowin in the Wind, Bob Dylan.

Guarda do Embaú

Guarda do Embaú
Guarda do Embaú

Localizada em Palhoça, a Guarda do Embaú é a Veneza de SC. Juro que não fui só eu que vi semelhança entre as gôndolas que fazem passeios românticos em um dos pontos turísticos mais badalados da Europa e os barquinhos que atravessam os veranistas pelo Rio da Madre. Nunca fui a Veneza, mas tenho quase certeza de que os barqueiros catarinenses, com pedaços de bambu para impulsionar as bateiras, são mais simpáticos que os gondoleiros italianos.

Há cerca de 60 barqueiros fazendo esse serviço porque é necessário passar pela água para chegar à praia. Na semana passada, era possível atravessar caminhando pelo rio, com água pela barriga.

Fiquei encantada com o centrinho — com madeira e cor. Não que tenha a mesma importância que a beleza da praia, mas a Guarda é o local onde Paulo Zulu abriu uma pousada, a Zululand.

– A praia: é linda, com areia branca. O melhor é precisar passar pelo rio.
– Gastronomia: tem opções, especialmente no centrinho.
– Hospedagem: várias pousadas.
– Acesso: fica a uns seis quilômetros da BR-101, em boas condições.
– Trilha sonora:Do Lado de Cá, Chimarruts.

Praia da Pinheira

Praia da Pinheira
Praia da Pinheira

A Pinheira, em Palhoça, é a praia para quem não gosta de ondas. Especialmente na Praia de Baixo, que fica em uma baía mais fechada. Fizemos uma trilha de uns 10 minutos até avistar a chamada Praia de Cima. A trilha passa por mato, um gramado lindo e pedras. Na Praia de Cima, é possível alugar caiaque por R$ 15 e prancha de stand up paddle a R$ 30.

Vou acreditar que o leitor está pedindo bis e acrescento um destino que fica pertinho, chamado Praia do Sonho. Com menos infraestrutura de turismo, tem um mar clarinho e calmo, e os morros vistos além do mar são do extremo sul de Florianópolis. Fizemos um passeio com barco tipo baleeira (R$ 20), com capacidade para 12 pessoas e direito a se molhar. Avistamos mais de perto a Ilha de Araçatuba, onde há ruínas do Forte Nossa Senhora da Conceição, de 1742.

– A praia: a Praia de Baixo fica em uma baía mais fechada, então tem um mar bem calmo e clarinho.
– Hospedagem: há opções de pousadas.
– Gastronomia: bom número de opções.
– Acesso: fica a uns oito quilômetros da BR-101, sem muita dificuldade.
– Trilha sonora:Tarde em Itapoã, Vinicius e Toquinho.

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